Oito linhas de investigação distribuídas nos quatro núcleos de trabalho do NEGLI·ONE.
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Núcleo 01 · DNs parasitárias
Leishmaniose, doença de Chagas, esquistossomose e geo-helmintos.
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Plano de ação 1. Estudo epidemiológico de Leishmania spp. e Trypanosoma cruzi em humanos, animais e vetores.
Pesquisa epidemiológica transversal na população humana, animais domésticos e silvestres para o diagnóstico da infecção por Leishmania spp. e Trypanosoma cruzi em áreas endêmicas sem registros de estudos nos estados envolvidos nesta proposta, empregando técnicas parasitológicas, sorológicas e moleculares. Também serão coletados triatomíneos e flebotomíneos para a identificação de espécies, pesquisa dos parasitos e das fontes alimentares, bem como comparando áreas preservadas com áreas urbanas e peri-urbanas e a associação de casos humanos com desmatamento.
Plano de ação 2. Esquistossomose: Ocorrência, monitoramento de resistência e Saneamento.
Pesquisa de Schistosoma mansoni a partir da coleta de amostras fezes e sangue de indivíduos que vivem em condições de vulnerabilidade em áreas endêmicas do estado de Alagoas. Serão realizados coletas e exames de moluscos e água obtidas de rios e igarapés. Será feita associação entre condições de saneamento com a incidência da doença. Setenta e cinco localidades do estado de Alagoas serão amostradas. Será feita vigilância genômica para monitorar possíveis alelos de resistência em cepas de Schistosoma mansoni circulantes e resistentes ao praziquantel em pacientes tratados e não curados. Adicionalmente, a partir das amostras de sangue serão realizados testes sorológicos para validação de kits de diagnóstico convencionais e point of-care.
Plano de ação 3. Análise de geo-helmintos e protozoários intestinais zoonóticos em humanos e animais.
Amostras de fezes de humanos, animais domésticos e silvestres seguirão para pesquisa de geo-helmintos e protozoários intestinais por meio de técnicas coproparasitológicas microscópicas e moleculares. A pesquisa dos parasitos intestinais será realizada em áreas antropizadas pela Transposição do Rio São Francisco, escolares e seus núcleos familiares, animais de zoológicos e animais em vida livre de ilhas oceânicas da região Nordeste.
Genômica e imunoproteômica de Mycobacterium e Sporothrix.
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Plano de ação 4. Genômica e imunoproteômica de Mycobacterium e Sporothrix.
Bactérias do gênero Mycobacterium serão isoladas de amostras de humanos, de lesões de ruminantes, amostras de leite e queijos artesanal, tecidos de tatu, escarro, cães, água de esgoto em ambiente urbano e rural. As amostras serão submetidas à qPCR para detecção de Mycobacterium bovis, M. tuberculosis, M. paratuberculosis e M. leprae. Amostras positivas encaminhadas para o isolamento. Para isolamento de espécies de Sporothrix serão coletadas amostras de animais domésticos e humanos, solo e/ou ambientes públicos urbanos. Os isolados de Mycobacterium e Sporothrix terão seu genoma completo sequenciado pela metodologia de NGS para predição de resistoma, mobiloma, viruloma e análise filogenética. As proteínas imunogênicas dos isolados serão caracterizadas por ensaios de imunoproteômica e imunopeptidômica. Serão desenvolvidos testes imunocromatográficos para a detecção direta e diferenciação das espécies de micobactérias e Sporothrix spp.
Lyssavirus, arbovírus e o efeito de impactos ambientais na emergência viral.
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Plano de ação 5. Diagnóstico e epidemiologia molecular de Lyssavirus em mamíferos domésticos e selvagens.
O vírus da raiva e serão investigados em animais com suspeita de raiva nos diferentes biomas do Nordeste. A identificação do RNA viral será realizada por qPCR. O genoma completo viral será caracterizado pela metodologia NGS. Espera-se encontrar novas cepas do vírus da raiva ou novas espécies de Lyssavirus ainda não descritas no Brasil. Adicionalmente, será produzido a partir de um antígeno recombinante do vírus da raiva a padronização de um ELISA indireto para avaliação sorológica e estimar o nível de proteção de animais e humanos vacinados.
InstituiçõesFIOCRUZ-PE, UESC, UFAL, UFRPE.
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Plano de ação 6. Desenvolvimento de testes de diagnóstico baseados em biossensores de RNA para detecção de arbovírus.
O grupo possui experiência no desenvolvimento de biossensores para detecção de zika vírus e vírus chikungunya. Será desenvolvido um sistema para detecção de RNA do tipo toehold switches para o diagnóstico molecular do vírus da Dengue (DENV) e vírus Oropouche (OROV). Para validar o desempenho dos biossensores de RNA em diagnosticar o DENV e OROV serão utilizadas amostras de sangue coletadas em PE e AL.
InstituiçõesFIOCRUZ-PE, UESC, UFAL, U of T (Canadá).
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Plano de ação 7. Efeito de impactos ambientais sobre emergência de arbovírus e outras zoonoses.
Neste tópico será investigado os impactos das alterações antrópicas nos biomas Caatinga mediante a transposição do Rio São Francisco na emergência de arbovírus (com ênfase em DENV e CHIKV). Demais zoonoses como leishmaniose, doença de chagas e esquistossomose também serão investigadas. Serão coletadas amostras de vetores, animais silvestres e humanos em regiões próximas à transposição para identificação molecular e sorológica desses patógenos negligenciados. Este tipo de estudo também será conduzido na Mata Atlântica considerando os impactos da construção do Arco Metropolitano e Escola de Sargentos na Mata Atlântica Pernambucana. A ecoepidemiologia das DNs também será investigada para verificar o impacto na área urbana de Maceió decorrente do desastre da Braskem.
InstituiçõesFIOCRUZ-PE, UESC, UFAL, UFRPE, U of T (Canadá), UArizona (EUA).
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Núcleo 04 · Educação, extensão e divulgação científica
Educação permanente em saúde e educação popular nos territórios.
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Plano de ação 8. Ações de Educação Permanente em Saúde para profissionais e Educação Popular em Saúde.
Serão realizadas atividades de Educação Permanente em Saúde com ênfase em DNs no contexto de Uma Só Saúde para os profissionais das equipes de vigilância, gestão e atenção primária das Secretarias de Saúde, Secretarias de Agricultura e Defesa Agropecuária nos territórios de estudo, para o apoio ao fortalecimento das estratégias de enfrentamento às doenças. Serão promovidas ações de Educação Popular em Saúde para comunidades de alta vulnerabilidade social e econômica, escolas da rede pública de ensino e feiras agropecuárias. Serão utilizadas diferentes metodologias ativas e participativas que visam capacitar a população com conhecimentos sobre DNs no contexto de Uma Só Saúde, boas práticas de higiene, guarda responsável, controle de vetores, entre outras temáticas. Também será produzido material didático e paradidático.